IFC/COBRECOM aponta 10 erros que comprometem a segurança da instalação elétrica de um imóvel residencial

IFC/COBRECOM aponta 10 erros que comprometem a segurança da instalação elétrica de um imóvel residencial

A instalação elétrica é um dos quesitos mais importantes de uma construção. Porém, pelo fato de os principais componentes elétricos como disjuntores e cabos elétricos, por exemplo, não ficarem visíveis (estão dentro do quadro elétrico e das paredes), muitas pessoas não dão a devida importância na hora de projetar corretamente ou comprar os melhores materiais para essa etapa.

Mas, para que a instalação elétrica de seu imóvel funcione corretamente e seja segura, confiável e de qualidade, a IFC/COBRECOM alerta que qualquer erro, por mínimo que seja, pode resultar em sérios problemas.

Segundo o professor e engenheiro eletricista Hilton Moreno, que também é Consultor Técnico da IFC/COBRECOM, a lista de erros que comprometem a segurança da instalação elétrica é grande, com destaques para o dimensionamento dos fios e cabos elétricos abaixo do necessário para atender as cargas, o que leva a sobrecargas, curtos-circuitos, incêndios e desarmes frequentes de disjuntores; a ausência de aterramento, de fio terra e do dispositivo DR, o que compromete a segurança das pessoas contra choques elétricos; entre outros.

E para conscientizar as pessoas de que com instalação elétrica não se brinca, a IFC/COBRECOM lista os principais erros que comprometem a instalação elétrica. 

Erro nº 1:  Pessoa que não entende de instalação elétrica fazer por conta própria o projeto e a aplicação dos materiais na obra

É o primeiro grande erro, uma vez que os leigos não dominam todos os conhecimentos, técnicas e boas práticas necessárias para trabalhar com instalações elétricas.

“O resultado de projetos e instalações realizados por leigos é um elevado número de acidentes, às vezes fatais, além de perdas de patrimônio e equipamentos”, alerta Hilton Moreno.

O profissional explica que é preciso contratar um engenheiro eletricista habilitado e qualificado para dimensionar corretamente o projeto elétrico do imóvel, além de um eletricista capacitado para a execução do serviço.

Todo imóvel residencial deve ter um projeto elétrico preparado de acordo com a norma técnica NBR 5410 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Esse fator, aliado à execução correta do projeto, contribui para o funcionamento seguro e adequado de todos os componentes da instalação”, lembra o Consultor Técnico da IFC/COBRECOM.

Também vale destacar que o dimensionamento dos fios e cabos elétricos abaixo do necessário para atender as cargas resulta em sobrecargas, curtos-circuitos, incêndios e desarmes frequentes de disjuntores.

Erro nº 2:  Economizar com a compra de materiais elétricos

A economia é sem dúvida uma grande inimiga da instalação elétrica, pois a aquisição de produtos elétricos de qualidade duvidosa e que não atendem os requisitos mínimos das normas, reduzirão a qualidade, a confiabilidade e a eficiência energética, colocando a instalação, as pessoas e o patrimônio em sérios riscos de incêndios e choques elétricos. 

No caso particular dos fios e cabos elétricos não normalizados, tais produtos são fabricados com cobre de má qualidade, com quantidade de cobre inferior à exigida, sem falar que existem marcas que entregam comprimento de cabo menor do que deveria”, afirma Moreno.

Além disso, os cabos elétricos irregulares (‘desbitolados’), por serem subdimensionados, resultarão no aquecimento dos condutores, nas perdas de energia e no aumento na conta de luz.

Outro fator é que o produto de má qualidade ainda pode resultar em queda constante dos disjuntores, curtos-circuitos e incêndios. 

Para essa etapa, a dica é seguir a lista de materiais especificados pelo engenheiro eletricista e que deve ter produtos elétricos de boa qualidade, que sigam as normas técnicas e que sejam confiáveis e seguros.

Erro nº 3:  Ausência de aterramento, fio terra e dispositivo DR

A falta desses itens de proteção, que são obrigatórios pela NBR 5410, compromete e muito a segurança das pessoas contra choques elétricos.

O sistema de aterramento oferece um caminho para que as descargas elétricas que poderão ocorrer no local sejam adequadas e seguramente conduzidas pela instalação, além de proteger as pessoas contra choques elétricos. Ele também é um item fundamental no sistema de proteção contra a queima dos componentes da instalação e dos equipamentos eletroeletrônicos.

Já o condutor de proteção (“fio terra”), que é parte importante do sistema de aterramento, deve ser instalado em todos os circuitos elétricos, inclusive nos circuitos de iluminação.

Quanto ao dispositivo DR, sua instalação também é obrigatória em saunas e piscinas. Nos circuitos dos ambientes que podem ser molhados como a cozinha, banheiros, áreas de serviço, entre outros, devem ser previstos DRs de alta sensibilidade (menor ou igual a 30 mA). 

Erro nº 4:  Ausência de DPS

Esse dispositivo também é fundamental em qualquer instalação elétrica, pois reduz o risco de queima de aparelhos eletroeletrônicos quando da ocorrência de descargas elétricas atmosféricas (raios) diretamente na instalação ou em sua proximidade.

Erro nº 5:  Gambiarras também comprometem a segurança da instalação

Hilton Moreno revela que entre as principais gambiarras que podem trazer sérios riscos para a instalação elétrica estão: o uso de cabos 750 volts em condutos abertos, como bandejas e leitos; condutores sem identificação por cores ou com cores erradas; emendas entre condutores mal feitas, sem o devido aperto e sem adequada recomposição da isolação; caixas de passagem e ligação abarrotadas de condutores; excesso de fios e cabos dentro de eletrodutos; uso do aterramento da distribuidora de energia como aterramento da obra (que é proibido); quadros de luz com montagem deficiente ou errada, com má organização dos componentes, falta de espaço, ausência de identificações e circuitos reserva.

Vale lembrar que a norma NBR 5410 determina as cores dos revestimentos dos cabos de acordo com a sua função: Azul claro para condutores neutros; verde ou verde com amarelo para os de proteção (fio terra); e demais cores para os condutores de fase e retorno. 

Erro nº 6:  Usar cabos PP (500 ou 750 volts), Paralelo ou Torcido (300 volts) nas instalações elétricas fixas

A utilização desses condutores elétricos em instalações fixas é proibida. Isso porque esses cabos são destinados apenas para a ligação de equipamentos eletroeletrônicos ou em extensões para a ligação temporária de aparelhos.  Além disso, eles não possuem propriedades antichama.

Erro nº 7:  Uso inadequado de benjamins e extensões

Os benjamins e extensões, geralmente, aumentam em até três vezes ou mais a quantidade possível de ligação de equipamentos em uma única tomada. Quando tal produto é mal utilizado, o resultado disso é o aquecimento do circuito elétrico, o consumo elevado de energia e as sobrecargas. 

A solução é especificar uma tomada para cada aparelho elétrico. Numa sala de TV, por exemplo, onde são ligados diversos equipamentos pode-se prever quatro tomadas em uma única caixa. 

Caso isso não seja possível, então o usuário deve estar atento para não ligar uma carga no benjamim ou na extensão superior ao que poderia ser ligado em uma só tomada. 

Erro nº 8: Fios e cabos elétricos que ficam soltos e espalhados

Além de depreciar a construção, os riscos de curtos-circuitos e incêndios são constantes, fora a possibilidade de as pessoas sofrerem choques elétricos ou tropeçarem nos condutores elétricos.

Por isso, os fios e cabos elétricos devem obrigatoriamente ser instalados dentro de eletrodutos, canaletas ou outros componentes específicos para essa finalidade.

Erro nº 9:  Ausência de tomadas de uso específico

Equipamentos de alta potência, como ar-condicionado, torneira elétrica, forno elétrico, geladeira, entre outros necessitam de uma tomada de uso específico, que não pode ser compartilhada com outros equipamentos.

Na falta delas poderá haver sobrecargas nas tomadas que são utilizadas e que não foram destinadas ao uso com potências elevadas.

Erro nº 10:  Falta de manutenção preventiva

A prevenção é sempre o melhor remédio para garantir a segurança e a qualidade da instalação elétrica. 

A primeira revisão da rede elétrica do imóvel deve ser feita, no mínimo, dez anos após o término de sua instalação. Depois disso, é fundamental verificar tudo a cada cinco anos pelo menos.

Fonte: Assessoria de imprensa da IFC/ Cobrecom 

By |27/10/2021|Comentários desativados em IFC/COBRECOM aponta 10 erros que comprometem a segurança da instalação elétrica de um imóvel residencial
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